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Notícia

  • Inalador de insulina pode substituir injeções a partir de 2014

    Produto deve chegar ao mercado americano no 2º trimestre do ano que vem

    Nesta quarta-feira, a empresa farmacêutica americana Mannkind deu uma boa notícia aos diabéticos: seu inalador de insulina, o Afrezza, pode passar a ser comercializado nos Estados Unidos no segundo trimestre de 2014. Segundo os fabricantes, os testes realizados até agora com o medicamento apresentaram resultados positivos e, para o Afrezza chegar ao mercado americano, falta apenas a aprovação da FDA (agência que controla remédios e alimentos nos EUA), que deverá ser anunciada entre abril e junho de 2014.

    O objetivo do Afrezza é substituir as canetas injetoras de insulina usadas pelos diabéticos para regular os níveis do hormônio no organismo — a expectativa dos fabricantes é que os portadores da doença prefiram inalar a substância a aplicar injeções.

    De acordo com as orientações da Mannkind, o Afrezza deve ser inalado por meio do "Dreamboat", um pequeno inalador desenvolvido pela empresa, de 12 a 14 minutos antes das refeições, para que a insulina atinja seus níveis de pico no organismo e, assim, se iguale à liberação do hormônio que acontece em indivíduos não diabéticos durante as refeições. A Mannkind também afirma que o produto será capaz de ajudar portadores dos diabetes tipo 1 e 2.

    Preço

    Outra empresa farmacêutica, a Pfizer, já havia elaborado e comercializado um produto semelhante ao Afrezza, o Exubera. Com a mesma proposta de oferecer um tipo de insulina que pudesse ser inalada em vez de aplicada, a Pfizer retirou o medicamento de circulação mundial em 2007, dois anos após seu lançamento, por falta de aceitação do público. No Brasil, o Exubera foi comercializado por menos de um ano: chegou às prateleiras apenas em maio de 2007.

    Segundo informações da Bloomberg Businessweek, as razões que levaram a essa falta de aceitação foram o alto preço cobrado pelo medicamento, se comparado ao das tradicionais canetas injetoras de insulina, além da falta de praticidade do produto, que não podia ser usado de forma discreta por conta de seu tamanho, igual ao de um tubo de bolas de tênis. O medicamento produzido pela Mannkind, porém, deve chegar ao mercado americano custando o mesmo preço que as injeções — aproximadamente 2 000 dólares anuais — e em um tamanho menor, cabendo na palma da mão.


    Fonte: Revista Veja