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Notícia

  • Excesso de prolactina

    1-O que é prolactina?

    É um hormônio produzido pela glândula hipófise, localizada no cérebro. É importante para o equilíbrio do metabolismo e para a produção de leite pelas glândulas mamárias. Alguns tumores, medicações e certas doenças podem estimular a hipófise a produzir prolactina em excesso, levando a várias alterações no funcionamento do organismo.

    2-Quem geralmente desenvolve problemas com esse hormônio?

    A produção excessiva de prolactina ocorre mais comumente em mulheres. De cada 10 casos, 9 ocorrem em mulheres. Porém, não é um problema exclusivo das mulheres. Raramente ocorre em crianças. O nível de prolactina no sangue deve ser dosado sempre que a pessoa desenvolve sintomas de excesso de produção.

    3-Quais os sintomas do excesso de prolactina no organismo?

    Os sintomas mais comuns são alterações menstruais, produção de leite pelas mamas (pode ocorrer mesmo em homens), perda de interesse sexual, impotência, excesso de pelos e de acne e ganho de peso. Em homens pode levar ao desenvolvimento de ginecomastia (aumento das mamas).

    4-Quais as causas de produção excessiva de prolactina?

    A causa mais comum é o uso de certas medicações que interferem no funcionamento da hipófise. A segunda causa mais comum é a presença de tumor na hipófise, produzindo quantidade excessiva do hormônio. Por isso, quase todas as pessoas com aumento de prolactina precisam fazer exame de ressonância magnética ou tomografia para se descartar a presença de tumor na hipófise. Vários problemas hormonais (tireóide, ovarianos, etc), doenças do fígado e dos rins, tumores e drogas também podem provocar o aumento da prolactina.

    5-Quais as complicações para o organismo?

    O excesso de prolactina, além de provocar os sintomas citados anteriormente, pode levar ao desenvolvimento de osteoporose e causar infertilidade (incapacidade de ter filhos, tanto em homens quanto em mulheres).

    Nos casos em que a causa é um tumor na hipófise, o crescimento do tumor pode destruir algumas regiões do cérebro e provocar diminuição de vários outros hormônios importantes para o organismo. Pode ainda causar cegueira permanente, se danificar o nervo óptico, que passa perto da hipófise.

    6-Como é o tratamento?

    Quando a causa é por efeitos de certos medicamentos, o médico especialista avalia a possibilidade de troca por outra medicação que não aumente a produção da prolactina.

    Nos casos de tumores da hipófise, geralmente utiliza-se medicações que diminuem o tamanho do tumor; raramente é necessária cirurgia. O acompanhamento deve ser rigoroso porque o tumor pode voltar a crescer, tanto com o tratamento com medicações quanto após a cirurgia. Exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética do cérebro são obrigatórios para se avaliar o tamanho do tumor e o melhor tratamento.

    Com o tratamento, todos os sintomas tendem a desaparecer. Inclusive pessoas inférteis podem voltar a ser capazes de terem filhos.

    7-Existe cura para os tumores que produzem prolactina?

    Para a maioria dos casos sim. Porém, o tratamento pode ser demorado. O tempo mínimo de tratamento com medicações é de um ano, após o qual o médico especialista tenta retirar a medicação. Os tumores muito grandes ou aqueles que respondem pouco com as medicações podem necessitar de cirurgia. A cirurgia geralmente cura definitivamente o tumor mas apresenta riscos, por isso o tratamento inicial é com medicações. Raramente há a necessidade de radioterapia.

    8-Mulheres que tratam de excesso de prolactina podem engravidar e amamentar?

    Sim, porém recomenda-se que primeiro a doença esteja bem controlada. Quando a causa é um tumor de hipófise, há a necessidade de avaliação clínica frequente durante toda a gravidez e durante a amamentação. A gravidez e a amamentação podem aumentar ainda mais o tamanho do tumor, porque estimulam a produção de prolactina. Após a gravidez, é obrigatório realizar exame de tomografia ou ressonância para verificar se houve aumento do tumor.



    Fonte: Jornal Correio Centro Oeste