Ciência e Saúde

28/Fev/2020 14:09h
Homem de SP infectado por coronavírus continua em isolamento domiciliar e passa bem
28/Fev/2020 13:25h
México confirma primeiro caso de Covid-19
28/Fev/2020 13:23h
Com o alerta do coronavírus, Diocese de Uberlândia altera ritos nas missas e celebrações como medida...
28/Fev/2020 13:11h
Os sinais que indicam nova alta da dengue no Brasil em 2020
28/Fev/2020 13:00h
Cientistas detectam a maior explosão no espaço depois do Big Bang
Ver todas

Notícia

  • Novo teste identifica risco de diabetes gestacional

    Exame mede a presença de uma substância no sangue da mulher que aumenta em três vezes a chance de desenvolver o problema

    Um novo exame pode ajudar os médicos a detectarem quais pacientes têm alto risco de desenvolver diabetes gestacional. O problema costuma aparecer no segundo trimestre da gravidez porque alguns hormônios produzidos pela placenta podem levar à resistência da ação da insulina, responsável por equilibrar o nível de açúcar no sangue.

    Se tratada corretamente, a diabetes gestacional pode ser controlada, mas sem acompanhamento médico ela aumenta o risco de parto prematuro, pré-eclâmpsia e pressão alta da mãe. É por isso que os médicos geralmente pedem que a gestante façam um exame chamado glicemia de jejum, para saber se o nível de glicose no sangue está normal. A boa notícia é que o novo exame pode identificar o risco de diabetes gestacional antes mesmo de ela se manifestar, possibilitando uma intervenção precoce.

    O estudo que avaliou essa nova possibilidade foi publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, uma publicação científica de endocrinologia. Os pesquisadores mediram o nível de uma substância chamada receptor (pro)renina no sangue de 716 mulheres no primeiro trimestre de gestação. Elas foram acompanhadas durante toda a gravidez. Entre as participantes, 44 desenvolveram diabetes gestacional. Analisando os dados, os responsáveis pelo estudo descobriram que aquelas que já apresentavam altos níveis de (pro)renina tiveram 3 vezes mais chances de desenvolver o problema.

    “Mulheres que não apresentam os fatores de risco tradicionais para desenvolver diabetes gestacional podem não ser diagnosticadas antes do segundo semestre. O método identificado nesse estudo oferece às gestantes a oportunidade de conhecer seu risco mais cedo”, afirmou em nota Atsuhiro Ichihara, um dos autores e pesquisadores da Universidade de Medicina da Mulher de Tóquio.


    Fonte: Revista Crescer