Ciência e Saúde

26/Set/2020 11:47h
Quando é seguro comer pão, queijo e outros alimentos mofados
26/Set/2020 11:00h
Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 26 de setembro, segundo consórcio de veículos de imprens...
25/Set/2020 18:38h
Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente utiliza técnica inédita de agulhamento pré-operat...
25/Set/2020 17:35h
Dois milhões de mortes por coronavírus são 'muito prováveis' se países não agirem contra a pandemia,...
25/Set/2020 16:54h
OMS publica critérios para avaliar o uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 ainda em testes, d...
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Ciência e Saúde - G1

  • Quando é seguro comer pão, queijo e outros alimentos mofados


    Você abre a embalagem e dá de cara com uma camada de mofo olhando para você. O que você faz? É importante prestar muita atenção no tipo de mofo no pão. Getty Images via BBC O pão salta da torradeira. Você abre o pote de geleia, e dá de cara com ela: uma camada de mofo olhando para você. O que você faz? A imagem pode causar repulsa, mas talvez não o suficiente para desencorajar algumas pessoas de consumir o alimento. Mas será que isso é uma boa ideia? A Food Standard Agency (FSA), agência que regula produtos alimentícios no Reino Unido, não recomenda comer alimentos que estejam claramente estragados ou que contenham mofo. E afirma que a recomendação é especialmente importante para quem faz parte de grupos considerados vulneráveis, como crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com sistema imunológico debilitado. No entanto, o médico e apresentador Michael Mosley se deliciou com geleia e uma variedade de outros produtos estragados, sob a orientação do especialista em mofo Patrick Hickey, para um documentário da BBC em 2014. A geleia com uma fina camada de mofo pode ser salva, diz ele. Se você retirar todo o mofo, além de alguns centímetros abaixo para garantir que vai jogar fora possíveis esporos imperceptíveis a olho nu, pode ser considerado seguro comê-la. E não é só a geleia que ainda pode ser comestível mesmo com um pouco de bolor, de acordo com a pesquisa de Michael Mosley. Queijos Ele diz que depois de cortar a parte mofada (tomando cuidado para não contaminar a faca), os queijos cheddar e parmesão são considerados bons para consumo. Como são queijos secos, eles não oferecem a umidade necessária para o bolor prosperar. Normalmente, o mofo não penetra abaixo da superfície. Alguns queijos, como gorgonzola e roquefort, são deliberadamente infectados com fungos Getty Images via BBC Alguns queijos, é claro, são deliberadamente infectados com fungos. O Penicillium roqueforti é um fungo que dá sabor aos chamados queijos azuis, como gorgonzola e roquefort. Já os queijos macios são os que mais requerem atenção. A presença de mofo sugere contaminação não apenas por fungos indesejáveis, mas também por bactérias nocivas, como listeria ou salmonela. Se estiverem mofados, jogue fora. Pães No fundo da embalagem, você encontra uma fatia de pão coberta por pequenos fragmentos de mofo branco e azul. Corte essas partes, coloque na torradeira e vai dar tudo certo, diz Hickey. Mas é preciso prestar muita atenção no tipo de mofo. Se você vir manchas de mofo laranjas, amarelas ou pretas, Hickey aconselha jogar o pão fora. A FSA adverte, por sua vez, contra comer pão mofado. E diz que o pão dormido pode ser usado com segurança em algumas receitas. Frutas, legumes e verduras As frutas normalmente duram mais do que os legumes e verduras, porque a acidez delas mantém longe as bactérias nocivas, mas é preciso ficar de olho nas maçãs. Retirar a parte mofada não garante a remoção de todas as toxinas invisíveis, alerta a FSA. Getty Images via BBC Elas duram bastante tempo, mas se houver um furo na casca, os fungos podem entrar, alerta Hickey. "Houve surtos graves no passado, incidentes de pessoas sendo intoxicadas por tomar suco de maçã estragado, que continha uma toxina chamada patulina." E que tal uma sopa feita com aquela cenoura e abobrinha ligeiramente viscosas esquecidas no fundo da geladeira? Melhor não. Essa espécie de gosma é causada por colônias de bactérias que crescem na superfície do alimento. "Você provavelmente teria uma dor de estômago terrível em algumas horas, seguida de cólicas estomacais e diarreia", acrescenta Hickey. Amendoim, castanhas... Castanhas e amendoins mofados são particularmente perigosos, porque abrigam um fungo chamado Aspergillus flavus. "Esse fungo produz uma das toxinas mais mortais conhecidas pela humanidade", adverte Hickey. "A toxina se acumula no fígado e pode causar câncer de fígado. Se não houver mofo na casca e a parte interna estiver selada e protegida, então, não tem problema." E uma questão importante: você pode ser flexível com prazos de validade como "consumir de preferência antes de" ou "vender até", mas não arrisque uma intoxicação alimentar grave ao comer alimentos após a data indicada para "consumir até", acrescenta Hickey. O alerta da FSA Algumas espécies de mofo podem produzir toxinas conhecidas por terem efeitos adversos em seres humanos e também em animais. Embora seja possível que, ao retirar o mofo (e uma quantidade significativa do produto ao redor dele), você consiga remover quaisquer toxinas invisíveis que estejam presentes no alimento, não há garantia de que isso removeria todas elas.

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  • Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 26 de setembro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)


    País tem 140.735 óbitos registrados e 4.692.923 diagnósticos de Covid-19. Brasil tem 140.735 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 140.735 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste sábado (26), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de sexta-feira (25), 1 estado atualizou seus dados: GO. Veja os números consolidados: 140.735 mortes confirmadas 4.692.923 casos confirmados Na sexta-feira, às 20h, o balanço indicou: 140.709 mortes, 826 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 693 óbitos, uma variação de -4% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, na noite de sexta-feira eram 4.692.579 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 32.670 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 27.878 por dia, uma variação de 0% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil Progressão até 25 de setembro No total, 3 estados apresentaram alta de mortes: RJ, AP e RR. Há estados, porém, em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. É o caso de Roraima: em 14 duas semanas, a média de mortes por dia passou de 2 para 3. Já a situação no Rio de Janeiro é diferente: o estado vem apresentando alta há 8 dias consecutivos, com médias que variam entre 80 e 103 mortes diárias. Estados Subindo (3 estados): RJ, AP e RR Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (14 estados): PR, MG, SP, GO, AM, PA, TO, BA, CE, MA, PB, PE, PI e RN Em queda (9 estados + DF): RS, SC, ES, DF, MS, MT, AC, RO, AL e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes por Covid-19 em alta Arte G1 Estados com mortes por Covid-19 em estabilidade Arte G1 Estados com mortes por Covid-19 em queda Arte G1 Sul PR: -4% RS: -21% SC: -17% Sudeste ES: -16% MG: -2% RJ: +29% SP: -4% Centro-Oeste DF: -25% GO: +3% MS: -16% MT: -26% Norte AC: -46% AM: +6% AP: +29% PA: -13% RO: -43% RR: +100% TO: +11% Nordeste AL: -21% BA: +13% CE: -8% MA: +1% PB: +8% PE: -13% PI: -11% RN: -4% SE: -37% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).

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  • Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente utiliza técnica inédita de agulhamento pré-operatório para tratamento de tumores renais


    Marcação do tumor no paciente é realizada através de uma agulha fina e um pequeno fio, com o auxílio da tomografia computadorizada. O ponto de partida para a idealização dessa nova técnica foi a procura por alternativas para o tratamento de tumores renais escondidos dentro do rim Daniel Teixeira/Marketing HRCPP O Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (HRCPP) utilizou pela primeira vez, nesta semana, a técnica de agulhamento pré-operatório para o tratamento de tumores renais complexos. O procedimento foi realizado pela equipe composta pelos urologistas Felipe de Almeida e Paula, Ravísio Israel dos Santos Junior e Fábio Peretti e ainda pelo radiologista Fábio Barbosa, pelo anestesiologista João Lameu e pela instrumentadora Patrícia Belei. Segundo Felipe de Almeida e Paula, responsável pelo Departamento de Uro-Oncologia, o desenvolvimento da nova técnica faz parte de um projeto de pesquisa de autoria própria. Idealizada em Presidente Prudente (SP), conta com a colaboração dos departamentos de urologia e imagenologia da Santa Casa de Misericórdia da cidade e do próprio HRCPP. ?O ponto de partida para a idealização dessa nova técnica foi a procura por alternativas para o tratamento de tumores renais totalmente endofíticos (escondidos dentro do rim). Alguns tumores dos rins são difíceis de serem localizados no momento da cirurgia. Atualmente se utiliza o ultrassom intraoperatório, que são aparelhos caros e nem sempre eficientes para todos os casos. Buscamos uma alternativa eficaz, barata e de fácil reprodução. Além disso, o agulhamento pré-operatório já era realizado para os nódulos de mama?, explica o médico. Com casos de sucesso, a técnica foi apresentada no ano passado durante o encontro do Grupo Latino Americano de Câncer de Rim (LARCG), que aconteceu no Congresso Americano de Urologia (AUA), e será demonstrada no Congresso Paulista de Urologia, que ocorrerá em novembro. Técnica foi apresentada no ano passado durante o encontro do Grupo Latino Americano de Câncer de Rim (LARCG), que aconteceu no Congresso Americano de Urologia (AUA) Arquivo Como funciona? O paciente imediatamente antes da cirurgia é levado ao Centro de Diagnóstico por Imagem, onde as equipes de urologia e radiologia intervencionista conjuntamente marcam o tumor. Essa marcação é realizada através de uma agulha fina e um pequeno fio, com o auxílio da tomografia computadorizada. Logo após, procede-se o encaminhamento ao Centro Cirúrgico, onde, por cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia) e utilizando o fio como guia, o tumor pode ser encontrado e retirado e o órgão, preservado. ?O agulhamento renal guiado por tomografia computadorizada vislumbra precisão, possibilitando a identificação de tumores de difícil acesso; preservação, colaborando com a tentativa de se evitar extirpações radicais; e baixo custo, desobrigando a necessidade do uso de ultrassonografia laparoscópica intraoperatória?, finaliza o médico. Felipe de Almeida e Paula (à esq.) e Ravísio Israel dos Santos Junior durante congresso internacional Arquivo Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.

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  • Dois milhões de mortes por coronavírus são 'muito prováveis' se países não agirem contra a pandemia, diz diretor da OMS


    Michael Ryan lamentou o mundo se aproximar da marca de 1 milhão de mortes em apenas nove meses desde que o vírus foi descoberto, no final de dezembro de 2019. Estudos apontam que 74% das mortes por covid-19 no Brasil sejam de pessoas com mais de 60 anos Reuters O diretor de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, lamentou o mundo se aproximar da marca de 1 milhão de mortes por coronavírus e alertou que o número de vítimas poderá dobrar se os países não tomarem ações coletivas em larga escala contra a pandemia. "Não esperávamos perder 1 milhão de pessoas nove meses atrás, e a vacina contra a Covid-19 ainda pode demorar mais 9 meses", afirmou Ryan durante coletiva nesta sexta-feira (25), citando a data da descoberta do primeiro caso de coronavírus na China, em dezembro de 2019. O diretor lembrou que, apesar do mundo ter cerca de 200 vacinas em teste contra o coronavírus, os governos não podem esperar pela vacina para conter a evolução da pandemia. "Se não fizermos o nosso melhor, o número que você me falou (dois milhões) não é somente possível como, infelizmente, muito provável", disse o diretor em resposta a um jornalista sobre o avanço dos casos e óbitos no mundo. Até esta sexta, o mundo registrou mais de 32 milhões de casos e mais de 979 mil mortes por coronavírus, segundo a OMS. 10 países têm mais de 70% das mortes O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon, lembrou que os números da pandemia não estão distribuídos uniformemente pelos 235 países que registram transmissão da Covid-19. "Mais de 70% do número de mortes e 70% do número de casos vieram de apenas 10 países", disse Tedros. Brasil e Estados Unidos seguem como os países com o maior número de mortes e casos da Covid-19. Enquanto os americanos somam mais de 200 mil mortes, o Brasil registrou mais de 32 mil novos casos nas últimas 24h e se aproxima das 140 mil mortes. VÍDEOS: Acompanhe a corrida pela vacina contra a Covid-19 Initial plugin text

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  • OMS publica critérios para avaliar o uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 ainda em testes, diz diretora para medicamentos da entidade


    China informou mais cedo que já obteve apoio da entidade para fazer uso emergencial de suas vacinas candidatas, mas OMS não confirma. Funcionária exibe amostra de possível vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela SinoPharm, em Pequim, na China, em foto de 10 de abril Zhang Yuwei/Xinhua via AP A diretora para medicamentos, vacinas e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, disse que a entidade começará a avaliar se vacinas ainda em teste contra o novo coronavírus podem ser liberadas sob o critério de "uso emergencial". "Ainda não fizemos isso [apoiar o uso emergencial] para vacinas, mas temos boas notícias hoje: publicamos critérios para avaliação do uso emergencial das vacinas contra a Covid-19", informou Mariângela Simão nesta sexta-feira (25). Mariângela Simão também disse que a OMS já indica tratamentos e produtos médicos para uso emergencial contra a Covid-19, dando como exemplo o uso do corticoide dexametasona. SEGUNDA ONDA: Reino Unido bate recorde de casos diários de Covid Os critérios recomendados pela organização foram publicados em um documento ainda preliminar, que pode ser avaliado ou comentado por pessoas e organizações até o dia 8 de outubro. A entidade recomenda que ele não seja considerado de forma individual, mas, sim, junto com outros seis documentos que orientam a avaliação técnica de vacinas conforme o tipo de tecnologia usada ? como DNA ou RNA. Veja alguns dos critérios propostos: Somente vacinas que já passaram por fases 2 ou 3 de testes e que receberam autorização de uma agência regulatória nacional podem ser submetidas a avaliação. A preferência é que esses ensaios tenham sido feitos com um grupo controle (que recebe uma substância inativa, o placebo) e com "duplo-cego" (que é quando nem os voluntários, nem os cientistas sabem quem tomou a vacina e quem tomou o placebo). Os cientistas devem conseguir provar, segundo as melhores evidências disponíveis, que o nível de anticorpos desenvolvidos pela aplicação da vacina fornece proteção contra a doença. Esse dado ainda não é conhecido pela ciência. Deve haver um número suficiente de participantes nos ensaios para que o estudo consiga ter ter 80% de poder estatístico (chance) de prever efeitos adversos que podem ocorrer na proporção de uma para cada mil pessoas. Se a vacina apresentada precisar ser armazenada a uma temperatura inferior a 2°C, é preciso que ela possa ser mantida por, no mínimo, 6 meses em uma temperatura entre 2°C e 8°C. Por causa da emergência da Covid, exceções a essa regra podem ser consideradas. Além disso, os cientistas precisam incluir dados que apontem a estabilidade da vacina se ela for armazenada a uma temperatura de 2°C a 8°C. China Apesar de a OMS afirmar que não deu aval para o uso emergencial de vacinas em teste, uma autoridade chinesa disse mais cedo que a entidade deu apoio para que o país aplique doses das suas vacinas candidatas mesmo com os testes clínicos ainda em andamento. "No final de junho, o Conselho de Estado da China aprovou o plano de um programa de uso emergencial de vacina contra coronavírus", disse Zheng Zhongwei, autoridade da Comissão Nacional de Saúde chinesa, segundo a Reuters. "Após a aprovação, em 29 de junho, fizemos contato com os representantes relevantes do escritório da OMS na China e obtivemos apoio e compreensão da OMS", disse Zhongwei. Situação da pandemia no mundo Até esta sexta, o mundo registrou mais de 32 milhões de casos e mais de 979 mil mortes por coronavírus, segundo a OMS. "Não podemos pensar que os números da pandemia estão distribuídos uniformemente", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon. "Mais de 70% do número de mortes e 70% do número de casos vieram de apenas 10 países", disse Tedros. Brasil e Estados Unidos seguem como os países com o maior número de mortes e casos da Covid-19. Enquanto os americanos somam mais de 200 mil mortes, o Brasil registrou mais de 32 mil novos casos nas últimas 24h e se aproxima das 140 mil mortes. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Initial plugin text

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