Ciência e Saúde

18/Jul/2019 03:01h
Overdoses fatais caem nos EUA pela primeira vez em décadas
17/Jul/2019 23:39h
Ebola: Por que a OMS declarou que o surto na República Democrática do Congo é uma emergência interna...
17/Jul/2019 23:01h
Louvre retira de ala o nome da família Sackler, ligada à epidemia de opioides nos EUA
17/Jul/2019 19:51h
Veja como está o único astronauta da missão Apollo 11 a não pisar na Lua
17/Jul/2019 19:06h
Homossexuais vão poder doar sangue na França após quatro meses de abstinência sexual
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Ciência e Saúde - G1

  • Overdoses fatais caem nos EUA pela primeira vez em décadas


    Cifra estimada de mortos caiu para 68.557 em 2018, em comparação com 72.224 no ano anterior, segundo dados publicados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). As overdoses fatais diminuíram 5,1% em 2018 nos Estados Unidos Divulgação Pela primeira em duas décadas, o número de mortes decorrentes de overdose caiu nos Estados Unidos. As overdoses fatais diminuíram 5,1% em 2018 no país, segundo dados oficiais preliminares publicados nesta quarta-feira (17) pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Um dos motivos para a queda é uma importante diminuição nas mortes relacionadas com o consumo de analgésicos com receita. "Os últimos dados provisórios sobre mortes por overdose mostram que os esforços dos Estados Unidos para frear o uso de opioides e o vício estão funcionando", disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar. No entanto, ele advertiu que a epidemia não se solucionará da noite para o dia. A cifra estimada de mortos caiu para 68.557 em 2018, em comparação com 72.224 no ano anterior, segundo os dados do CDC. Mas o número continua sendo muito mais alto que em 1999, quando foram registradas 16.849 mortes, uma cifra que não parou de crescer ano após ano até 2017, com um aumento considerável entre 2014 e 2017. O comércio e marketing do OxyContin gerou um aumento nas prescrições de opióides nos Estados Unidos e pode estar na origem da epidemia de dependência Reuters Opioides naturais, semissintéticos e sintéticos As mortes atribuídas a opioides naturais e semissintéticos ? como morfina, codeína, oxicodona, hidrocodona, hidromorfona e oximorfona ?, que são receitados como analgésicos, reduziram de 14.926 para 12.757 (14,5%). Esta foi a queda mais significativa entre todas as categorias. Por outro lado, as mortes relacionadas com os opioides sintéticos - como tramadol e fentanil -, com exceção da metadona, continuaram aumentando consideravelmente e as mortes por cocaína também aumentaram ligeiramente. A epidemia de opioides está enraizada nos Estados Unidos e é consequência de décadas de prescrição excessiva de analgésicos que causam dependência. A crise causou cerca de 400.000 mortes por opioides receitados ou ilícitos, e inclui algumas vítimas de grande repercussão midiática, como o ícone pop Prince e o roqueiro Tom Petty. Mas há alguns sinais de que a maré está começando a mudar, já que as autoridades federais e estatais começaram a enfrentar gigantes da droga nos tribunais por supostos subornos aos médicos para que receitassem seus medicamentos ou por uma comercialização enganosa que minimiza os riscos da dependência química. Louvre retira de ala o nome de família ligada à epidemia de opioides nos EUA Quem é a família de bilionários acusada de se beneficiar da crise de drogas nos EUA

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  • Ebola: Por que a OMS declarou que o surto na República Democrática do Congo é uma emergência internacional de saúde pública


    Novo caso em cidade grande do país aumenta temor de que doença se espalhe. Médicos cuidam de paciente com ebola em área de isolamento em Beni, na Rep. Democrática do Congo John WESSELS / AFP O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) foi declarado uma emergência de saúde pública de caráter internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira (17). A declaração de emergência acontece depois de o país ter confirmado nesta semana o primeiro caso de ebola na cidade de Goma, um importante eixo de transportes no leste do país africano. O surto no país foi declarado em agosto de 2018, mas o caso em Goma pode ser um "divisor de águas", segundo a OMS, por causa da grande população da cidade, de mais de 2 milhões de habitantes, localizada na fronteira com Ruanda, que está em alerta máximo. "Está na hora de o mundo notar e de redobrarmos nossos esforços. Precisamos trabalhar juntos com a RDC para acabar com esse surto e construir um sistema de saúde melhor", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Um trabalho extraordinário tem sido feito há quase um ano sob as circunstâncias mais difíceis. Todos nós devemos a esses trabalhadores ? não só da OMS mas também do governo, parceiros e comunidades ? a responsabilidade de carregar um pouco mais desse peso." Mais de 1.600 pessoas morreram desde o início do surto de ebola no leste da República Democrática do Congo - o segundo maior surto de todos os tempos. Segundo o Ministério da Saúde local, o caso de Goma foi de um pastor foi diagnosticado após chegar de ônibus no domingo (14). O pastor infectado viajou de ônibus por 200 km da cidade de Butembo, onde esteve em contato com pessoas com ebola, até Goma. O Ministério da Saúde disse em um comunicado que há um baixo risco de propagação da doença na cidade, porque todos os outros ocupantes do ônibus - um motorista e mais 18 passageiros - foram rastreados e seriam vacinados nesta segunda-feira, 15 de julho. "Por causa da velocidade com que o paciente foi identificado e isolado, bem como a identificação de todos os passageiros, o risco de o vírus se espalhar por Goma permanece pequeno." Por que o surto mudou de patamar? Desde o início do atual surto, a Organização Mundial de Saúde havia optado em três ocasiões diferentes não declará-lo como uma situação de emergência de saúde global ? até agora. Robert Steffen, presidente do comitê de emergência para ebola da OMS, havia dito em abril que adotar essa medida não traria mudanças significativas às ações de combate ao vírus no país. Além disso, ele queria evitar também que o novo patamar fosse usado como justificativa para um eventual fechamento de fronteiras e rotas de transporte, causando impactos econômicos e sociais que poderiam até agravar o surto - algo que não foi adotado até agora. Mas na semana passada o Reino Unido pediu que o órgão fizesse a declaração de emergência a fim de facilitar a arrecadação internacional de fundos para lutar contra a disseminação da doença - a OMS está desapontada com o impacto de atrasos em repasses de verbas ao combate da doença. Além de facilitar a arrecadação de verbas, a declaração significa que a entidade fez uma série de recomendações que devem ser seguidas pelo país afetado e seus vizinhos. Entre elas, está a recomendação de que autoridades do mundo todo trabalhem em conjunto com companhias aéreas e com agências de viagens para que todos sigam as regras da OMS para o tráfego internacional. Países vizinhos devem ter vacinas preparadas e mapear o fluxo de pessoas, entre outras medidas. A OMS reitera a importância de não fechar as fronteiras - há livre circulação de pessoas entre as cidades fronteiriças de RDA e Ruanda. Desconfiança nas autoridades favorece propagação O ebola infecta seres humanos por meio do contato próximo com pessoas ou animais infectados, incluindo chimpanzés, morcegos frugívoros e antílopes da floresta. O vírus pode então se espalhar rapidamente quando pessoas têm contato direto com lesões na pele, na boca e no nariz ou com sangue, vômito, fezes ou fluidos corporais de alguém que tem o vírus, ou indiretamente, ao ficarem em ambientes contaminados. O ebola inicialmente causa sintomas como febre súbita, fraqueza intensa, dor muscular e dor de garganta. O quadro depois progride para vômitos, diarreia e sangramento interno e externo. Os pacientes tendem a morrer de desidratação e falência múltipla de órgãos. O ebola é um grande desafio para os profissionais de saúde da República Democrática do Congo que lutam para conter sua disseminação. "As pessoas ainda têm medo de ir às clínicas de saúde se estiverem com sintomas de ebola", diz Tariq Riebl, diretor de resposta a emergências de ebola da organização não governamental International Rescue Committee. O atual surto no leste da República Democrática do Congo começou em 2018 e é o décimo a atingir o país desde 1976, quando o vírus foi descoberto pela primeira vez. A epidemia na África Ocidental entre 2014 e 2016, que afetou 28.616 pessoas e fez 11.310 vítimas fatais, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa, foi o maior surto do vírus já registrado.

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  • Louvre retira de ala o nome da família Sackler, ligada à epidemia de opioides nos EUA


    Família lucra com o OxyContin, um poderoso analgésico opiáceo. À TV local, diretor do Louvre disse que período de homenagem à família em parte do museu chegou ao fim. Repórter da AFP diz ter visto as placas que indicam a Ala Sackler de Antiguidades Orientais cobertas por fita-crepe Bernard Jaubert/AFP/Arquivo O Louvre retirou de uma das suas alas o nome da família Sackler, informou nesta quarta-feira (17) a agência France-Presse (AFP). Os doadores do museu de Paris são acusados ??de lucrar com um analgésico opioide altamente viciante, responsável por uma epidemia nos EUA. Um repórter da AFP relata ter visto as placas que indicavam a Ala Sackler de Antiguidades Orientais do museu cobertas por fita-crepe. A galeria recebeu este nome por conta de uma doação de US$ 3,6 milhões feita pela família Sackler em 1996. Nesta terça-feira (16) o diretor do museu, Jean-Luc Martinez, disse à TV local que a ala não carregaria mais o nome dos mecenas por ter ultrapassado os 20 anos de homenagem. Família Sackler deu nome a ala do museu após uma doação de US$ 3,6 milhões em 1996. 139904/Creative Commons Epidemia de opiáceos Recentemente o Louvre enfrentou críticas sobre sua ligação com a família Sackler, proprietária da farmacêutica Purdue Pharma, que está em mais de mil ações judiciais por conta da relação do analgésico OxyContin com a crise dos opiáceos nos EUA. Quem é a família de bilionários acusada de se beneficiar da crise de drogas nos EUA Nos últimos meses, importantes museus como o Guggenheim e o Metropolitan, de Nova York, e o Tate e o National Portrait Gallery, de Londres, se posicionaram contrários à família e disseram que deixariam de aceitar suas doações. Em 2017, ao menos 47 mil pessoas morreram de overdose de opiáceos nos EUA, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Na França, médicos alertam para o fato de que 12 milhões de pessoas no país estão consumindo opioides, e que não foram informadas sobre uma potencial dependência e risco de overdose.

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  • Veja como está o único astronauta da missão Apollo 11 a não pisar na Lua


    Michael Collins, um dos pioneiros da missão Apollo 11, visitou o lugar a convite da Nasa; Buzz Aldrin cancelou a presença. Tripulação da Apollo 11, há 50 anos. Nasa Michael Collins, um dos três integrantes da missão Apollo 11, visitou nesta quarta-feira (17) o centro de lançamento de Cabo Canaveral, na Flórida, de onde há 50 anos partiu com Neil Armstrong e Buzz Aldrin em direção à Lua. "É maravilhoso estar de volta," disse à AP o piloto de 88 anos. "Mas agora é diferente. Eu queria poder fazer uma pergunta ao Neil, ou conversar com o Buzz Aldrin, mas desta vez estou aqui sozinho", diz. Armstrong faleceu em agosto de 2012 e Aldrin, que tem 89 anos, cancelou a visita. Os dois pisaram em solo lunar na missão de 1969. Collins permaneceu todo o tempo em órbita. Michael Collins, à direita, conversa com o diretor do Centro Espacial Kennedy em sua visita ao Complexo de Lançamentos 39A, na Flórida Frank Michaux/NASA "A Apollo 11 foi uma coisa séria. Nós da tripulação sentimos o peso do mundo em nossos ombros. Todos os olhos estavam voltados para nós, queríamos ser os melhores possíveis", lembra. Enquanto seus colegas caminhavam sobre a superfície lunar recolhendo materiais para estudo, Collins foi o responsável por manter o controle da aeronave que orbitava ao redor da Lua para assegurar o retorno dos pioneiros à Terra. De volta ao planeta, o piloto abandonou a carreira na Nasa para trabalhar na Casa Branca em 1970. Depois desta investida na política, Collins dirigiu o Museu Smithsonian de Washington e abriu uma consultoria aeroespacial. Initial plugin text

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  • Homossexuais vão poder doar sangue na França após quatro meses de abstinência sexual


    De 1983 até 2016 era proibido na França que homossexuais doassem sangue por medo de transmissão do vírus HIV. França reduzirá de para quatro meses o período de abstinência sexual que homossexuais devem respeitar para doar sangue Chico de Assis A França reduzirá de um ano para quatro meses o período de abstinência sexual que os homossexuais devem respeitar para doar sangue, anunciou nesta quarta-feira (17) o ministério da Saúde francês. Essa medida entrará em vigor a partir de fevereiro de 2020, informou o ministério, dizendo se tratar de "uma primeira etapa" para um alinhamento das condições de doação dos homossexuais com as dos heterossexuais. A abstinência sexual de um ano, estabelecida em 2016 por decreto, levantou uma onda de críticas por parte de associações de homossexuais que denunciaram discriminação. De 1983 até 2016 era proibido na França que homossexuais doassem sangue por medo de transmissão do vírus HIV. Também desde 2016, os homossexuais podem doar seu plasma sob os mesmos critérios de outros doadores. O plasma, usado em casos de hemorragia, também serve para fabricar medicamentos, tais como imunoglobulinas, fatores de coagulação e outros produtos para vítimas de queimaduras e pacientes em reanimação. Abstinência A decisão da ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn, de reduzir o período de abstinência faz parte de um plano de avaliação regular dos critérios de seleção dos doadores, baseado em "elementos científicos, objetivos e independentes", apontou o ministério. Estudos da Agência Francesa de Saúde Pública mostraram que ter autorizado em 2016 a doação de sangue aos homossexuais não aumentou o risco residual de transmissão do vírus da aids.

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