Ciência e Saúde

08/Jul/2020 12:04h
Após decisão do STF, Anvisa revoga restrição à doação de sangue por homens gays
08/Jul/2020 11:00h
Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 8 de julho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atu...
07/Jul/2020 19:56h
Cometa que se aproxima da Terra é fotografado no céu do Líbano
07/Jul/2020 16:59h
'Quem muito se expõe, tem muita chance de contrair', diz Mandetta sobre teste positivo de Bolsonaro ...
07/Jul/2020 16:16h
Pesquisa brasileira aponta que coquetel de medicamentos eliminou o vírus da Aids em paciente
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Ciência e Saúde - G1

  • Após decisão do STF, Anvisa revoga restrição à doação de sangue por homens gays


    Em maio, Supremo julgou inconstitucional regra que impedia que homem que teve sexo com outro homem doasse sangue antes de completar 12 meses da relação sexual. Bolsas com sangue doado, em imagem de 20 de março deste ano Divulgação/Hemopa A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou trecho de resolução que impedia que homens que tiveram relação sexual com outro homem pudessem doar sangue dentro do prazo de 12 meses após a relação sexual. A mudança na norma foi publicada nesta quarta-feira (8) no ?Diário Oficial da União? e tem validade imediata. A Diretoria Colegiada da Anvisa alterou a regra após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar inconstitucional as restrições impostas a gays para doação de sangue. O julgamento no Supremo ocorreu em maio. A resolução publicada nesta quarta também informa que será elaborada por gerência da Anvisa "orientação técnica a respeito do gerenciamento dos riscos sanitários e das responsabilidades pertinentes aos serviços de hemoterapia públicos e privados em todo o país". Entidades questionaram cumprimento de decisão Após a decisão de maio do STF, entidades LGBT+ haviam protocolado reclamações no Supremo alegando que a Anvisa, mesmo após a decisão do tribunal, expediu ofício orientando hemocentros de todo o Brasil a não aceitar esse tipo de doação. No entanto, em manifestação feita em junho à Corte, a Anvisa afirmou que tem adotado providências para promover, ?de forma inequívoca e responsável, o cumprimento da decisão?. Na época, a Anvisa tinha explicado que, enquanto a Advocacia Geral da União (AGU) não a comunicasse oficialmente da decisão do STF, estariam mantidas as regras vigentes para doação de sangue. Disputa jurídica O Partido Socialista Brasileiro (PSB) ingressou em 2016 com a ação que questionava a constitucionalidade na restrição imposta pelo Ministério da Saúde que, na prática, inviabilizava a doação de sangue por homossexuais. A ação recebeu o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Ordem dos Advogados do Brasil e de várias ONGs. As autoridades da saúde defendiam que a medida tinha o objetivo de reduzir o risco de contaminação por HIV em transfusões, no entanto, heterossexuais não enfrentavam a mesma restrição. Por exemplo, um homem heterossexual que tenha feito sexo sem camisinha pode doar sangue, enquanto um homossexual que tenha um parceiro fixo e use preservativo ficava vetado pelos 12 meses seguintes à última relação sexual. O caso começou a ser julgado em plenário em 2017, mas o julgamento foi concluído em maio de 2020. Os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes se posicionaram favoravelmente à doação.

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  • Casos e mortes por coronavírus no Brasil, 8 de julho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

    País soma 66.887 mortes e 1.674.929 infectados pelo vírus que causa a Covid-19. O Brasil tem 66.887 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (8), aponta um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio divulgou na terça-feira (7), às 20h, o 30º balanço, com os dados mais atualizados das secretarias estaduais naquele momento. Desde então, GO, RN e RR divulgaram novos dados. Veja os dados atualizados às 8h desta quarta-feira (8): 66.887 mortos 1.674.929 casos confirmados (Na terça-feira, 7, às 20h, o balanço indicou: 66.868 mortes, 1.312 em 24 horas; e 1.674.655 casos confirmados, 48.584 em 24 horas.) MEMORIAL: rostos e histórias de quem perdeu a vida para a Covid-19 SINTOMAS: tosse e febre continuam no topo, mas há outros sinais da Covid-19 no corpo MÁSCARAS: diferenças entre cirúrgica, de pano, N95 e face shield EXCLUSIVO G1: Veja taxa de ocupação nas UTIs, número de testes e pacientes recuperados da Covid-19 nos estados Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. A parceria entre os veículos de comunicação foi feita em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia da Covid-19. Personalidades do mundo político e jurídico, juntamente com entidades representativas de profissionais e da imprensa, elogiaram a iniciativa. Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram por alguns dias a quantidade e a qualidade dos dados. Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificultou ou inviabilizou a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. ?Acabou matéria no Jornal Nacional?, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança. A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite de 4 de junho. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos ?novos?, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação. Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica. No dia 7 de junho, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas. Apenas no dia 9 de junho, o ministério voltou a divulgar os dados completos, obedecendo a ordem do STF. Nesta terça (7), o órgão divulgou um novo balanço. Segundo a pasta, houve 1.254 novos óbitos e 43.305 novos casos, somando 66.741 mortes e 1.668.589 casos desde o começo da pandemia - números menores do que os apurados pelo consórcio. Initial plugin text

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  • Cometa que se aproxima da Terra é fotografado no céu do Líbano


    Descoberto no final de março, o cometa Neowise pode ser visto a olho nu durante o mês de julho, quando sua trajetória cruza com a Terra; registro foi escolhido como foto do dia pela Nasa. Cometa Neowise é fotografado no céu do Líbano em julho de 2020 Maroun Habib (Moophz)/Nasa O cometa Neowise está visível a olho nu e foi fotografado enquanto passava pelo céu do Líbano, no começo desta semana. Na terça-feira (7), a agência espacial norte-americana (Nasa) escolheu um clique que mostra o C/2020 F3 como a Foto Astronômica do Dia. Descoberto no final de março, o cometa pode ser visto durante quase todos os dias de julho, isso porque sua trajetória o deixa mais perto da Terra. Mas ele já passou por outros lugares e, na semana passada, o Neowise esteve bem perto do Sol ao viajar pela órbita de Mercúrio. A misteriosa composição de cometa 'alienígena' detectado no Sistema Solar Cientistas capturam pela primeira vez a imagem de um cometa interestelar O "iceberg interplanetário", como descreveu a Nasa, resistiu ao aquecimento solar e está passando pela Terra antes de iniciar sua jornada para fora do Sistema Solar. Infelizmente não será possível vê-lo em nenhuma parte do Brasil. "Como ele está muito ao norte, nós no hemisfério sul não conseguimos vê-lo", explicou o astrofísico Cassio Barbosa. "Claro que quanto mais ao norte, mais alto (em relação ao horizonte) ele fica." Segundo ele, ainda que fique pouco acima horizonte, não será possível observar o cometa, por conta da atmosfera. "Conforme o tempo passa, o cometa se move em sua órbita e sua posição no céu muda", disse Barbosa. "No caso, muda a favor do hemisfério sul, só que quando isso acontecer ele estará se afastando do Sol e, por isso, ficando mais fraco." Bola de gás Os cometas são feitos de gás, gelo e poeira e se formam no disco rotativo de matéria (disco protoplanetário) que orbita em torno de uma estrela, e onde costuma surgir planetas, asteroides e outros corpos celestes. Os registros mostram uma cauda e isso é um indicativo a presença de gases. O Neowise é um dos poucos cometas do século XXI que podem ser vistos a olho nu, segundo a agência espacial. Há registros de sua passagem em diferentes países do hemisfério norte. Na segunda-feira (6) o cometa C/2020 F3 foi avistado no céu da Hungria. Ele deve se chegar ao ponto mais próximo da Terra em 23 de julho. Cometa C/2020 F3 foi avistado no céu da Hungria na segunda (6)Peter Komka/MTI/AP Peter Komka/MTI/AP Cometa C/2020 F3 foi avistado no céu da Hungria na segunda (6) Peter Komka/MTI/AP

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  • 'Quem muito se expõe, tem muita chance de contrair', diz Mandetta sobre teste positivo de Bolsonaro para Covid?-19

    Ex-ministro da saúde também disse que 'confirmação de que a doença está com circulação extremamente ativa' e que 'torce pela recuperação'. Mandetta sobre o presidente: ?Torcemos pela recuperação e que ele reflita sobre prevenção? O ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta comentou o teste positivo de Jair Bolsonaro para a Covid-19 divulgado nesta terça-feira (7), em entrevista à Globo News. Segundo ele, 'quem muito se expõe, tem muita chance de contrair". "Eu acho que no Distrito Federal, aí em Brasília, quem estava se expondo muito, quem muito se expõe, tem alta chance de contrair, porque está com alta circulação. São as noticias que a gente vê, os números que a gente vê", disse Mandetta. "É mais uma confirmação de que a doença está com circulação extremamente ativa", disse. "Agora, a gente torce pela recuperação". Exame de Bolsonaro para Covid-19 dá positivo e presidente diz que está 'perfeitamente bem' Bolsonaro com Covid-19 O presidente informou nesta terça-feira que seu exame para detectar se está com Covid-19 deu positivo. O presidente afirmou que chegou a ter febre de 38 graus, mas que, à noite, a temperatura começou a ceder. Relatou também que sentiu mal-estar e cansaço. Ele disse que agora está se sentindo "perfeitamente bem". De acordo com Bolsonaro, ele tomou hidroxicloroquina, remédio que vem defendendo como tratamento para a Covid-19. Não há comprovação científica da eficácia da hidroxicloroquina para a doença. "Estou bem, estou normal. Em comparação a ontem [segunda], estou muito bem. Estou até com vontade de fazer uma caminhada, mas não vou fazê-lo por recomendação médica, mas eu estou muito bem", afirmou. Bolsonaro já havia informado a apoiadores na segunda-feira (6) que estava com febre e dores no corpo e, por isso, decidiu fazer o exame. Ele também disse que fez uma radiografia e que o pulmão "estava limpo". O presidente tem 65 anos e faz parte da faixa etária considerada por especialistas como grupo de risco. Ele informou que nos próximos dias vai despachar por videoconferência na residência oficial do Palácio da Alvorada e que talvez receba auxiliares para assinar documentos. Bolsonaro cancelou viagens que faria à Bahia e a Minas Gerais. O presidente fez o anúncio do resultado do exame para a TV Brasil e mais duas emissoras. Nenhuma outra emissora foi convidada. Ao final do anúncio, ele se afastou alguns passos dos repórteres e tirou a máscara. Mostrou o rosto, disse estar "bem" e pediu cuidado aos mais idosos. "Vamos tomar cuidado, em especial com o mais idosos e que têm comorbidade, os mais jovens tomem cuidado, mas se forem acometidos do vírus, fiquem tranquilos que para vocês a possibilidade de algo mais grave é próximo de zero", declarou. Initial plugin text

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  • Pesquisa brasileira aponta que coquetel de medicamentos eliminou o vírus da Aids em paciente


    Paciente de 34 anos recebeu tratamento e está há mais de dois anos sem carga detectável do HIV. Entretanto, outras quatro pessoas receberam o mesmo coquetel e não apresentaram o mesmo resultado. Cerca de 2,8 mil velas são acesas durante evento do Dia Mundial da Aids em Jacarta, em 2009 Dadang Tri/Reuters Um brasileiro pode ser um dos primeiros casos de cura do HIV. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apresentaram nesta terça-feira (7) uma pesquisa que mostra a remissão de um paciente, que está sem carga viral há mais de dois anos. Ele foi tratado com um novo coquetel contra a doença. Pesquisadores obtêm resultado promissor no combate à Aids em universidade de São Paulo O homem de 34 anos foi diagnosticado em 2012 com o vírus HIV. Ele foi tratado com uma base de terapia antirretroviral reforçada com outras substâncias, com a adição de um medicamento chamado nicotinamida, uma forma de vitamina B3. Cientistas relatam segundo caso de cura do HIV após transplante Terapia gênica é testada para impedir replicação do HIV em pacientes na França O tratamento foi interrompido após 48 semanas (13 meses), de acordo com informações dos médicos e pesquisadores nesta terça-feira. Depois de mais 57 semanas (11 meses) sem o coquetel, o DNA de HIV nas células do paciente e o exame de anticorpos continuavam negativos. O caso apresentado em uma conferência sobre a Aids em San Francisco, nos Estados Unidos. "Este caso é extremamente interessante, e realmente espero que possa impulsionar pesquisas adicionais para uma cura do HIV", disse Andrea Savarino, médico do Instituto de Saúde da Itália que coliderou o teste, em uma entrevista à NAM Aidsmap. Savarino alertou, porém, que quatro outros pacientes soropositivos foram tratados com o mesmo coquetel, mas não viram os mesmos efeitos positivos. Tratamento brasileiro faz HIV desaparecer de paciente "Este resultado muito provavelmente não pode ser reproduzido. Este é um primeiro experimento (preliminar), e eu não faria previsões para além disso." Enquanto cientistas correm para desenvolver vacinas e tratamentos contra a Covid-19, as pesquisas ainda continuam para encontrar uma cura para o HIV, que já infectou mais de 75 milhões de pessoas e matou quase 33 milhões desde que a epidemia de Aids começou nos anos 1980. Pacientes que têm acesso a remédios contra Aids conseguem controlar o vírus e impedir o avanço da doença, e existem várias maneiras de impedir sua disseminação, mas hoje 38 milhões de pessoas convivem com o HIV. A esperança de uma cura da doença cresceu nos últimos anos graças a dois casos de remissão em homens que são descritos por médicos especializados em HIV como "funcionalmente curados". Eles foram tratados com transplantes de medula altamente arriscados e complexos. Sobre o caso mais recente no Brasil, Sharon Lewin, uma especialista em HIV do Instituto Doherty da Austrália, disse que ele é "muito interessante", mas que provocou muitas dúvidas. "Como este homem fez parte de um teste clínico maior, será importante entender totalmente o que aconteceu com os outros participantes", disse Lewin. Pessoas HIV positivo que não fazem tratamento são grupo de risco para o coronavírus Infectologista explica o risco da Covid-19 para quem vive com HIV

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