Ciência e Saúde

24/Jan/2020 23:24h
Sobe para 41 o número de mortos em surto de novo coronavírus na China
24/Jan/2020 21:26h
28 vírus desconhecidos são encontrados por cientistas em geleiras no Tibete
24/Jan/2020 21:14h
Atleta paraense relata medo do coronavírus na China e mostra ruas desertas após restrições; veja víd...
24/Jan/2020 21:05h
Bayer encara primeiro julgamento coletivo nos EUA para saber se o herbicida glifosato causa câncer o...
24/Jan/2020 20:04h
Aeroportos brasileiros passam a ter aviso sonoro sobre o coronavírus
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Ciência e Saúde - G1

  • Sobe para 41 o número de mortos em surto de novo coronavírus na China


    Mais cedo, número de vítimas divulgadas por agência estatal estavam em 26. Mais de 4 mil pessoas estão sob observação. Coronavírus: oficial com máscara protetora verifica temperatura de passageiro em um pedágio entre Xianning e Wuhan, na China, em meio às restrições de circulação de pessoas, que tenta frear a expansão da doença. Martin Pollard/Reuters. O total de mortes causadas pelo novo coronavírus na China subiu para 41 nesta sexta-feira (24). De acordo com a agência estatal chinesa CGTN, agora são 39 vítimas apenas na província de Hubei, que teve casos confirmados no dia. Apenas na província, onde fica a cidade de Wuhan, há 729 casos confirmados e 4.711 pessoas em observação. Initial plugin text Primeiros casos na Europa Mais cedo, foram confirmados os primeiros casos do novo coronavírus na Europa, na França. Ao todo, o pais confirmou três pacientes, dois deles nas cidades de Paris e Bordeaux. Não foram divulgados detalhes sobre o terceiro infectado. Initial plugin text

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  • 28 vírus desconhecidos são encontrados por cientistas em geleiras no Tibete


    Pesquisadores alertam que crise climática pode liberar os organismos. Pesquisa foi feita com fragmento da geleira mais antiga da Terra. Cientistas chineses e americanos descobriram 28 grupos de vírus desconhecidos, que estavam congelados há 15 mil anos. A pesquisa recolheu amostras do gelo glacial mais antigo da Terra, que fica em Guliya, no noroeste do Tibete, na China. Derretimento de solo congelado expõe ameaça de vírus e bactérias Novo coronavírus chega à Europa com confirmação de 2 casos na França Segundo os cientistas, com a crise climática, que traz o derretimento dos gelos glaciais, há possibilidade de novos agentes patogênicos serem liberados, o que poderia trazer riscos para os seres humanos. Geleiras no Tibete, região na china onde amostras do gelo glacial foi pesquisada pelos cientistas. Wikimedia Commons Vírus em geleiras Segundo o artigo publicado na revista científica "Biorxiv", o gelo das geleiras abriga diversos micro-organismos que trazem um arquivo genético importante para ser analisado. Entre estes materiais estão os vírus. Até hoje, poucos estudos conseguiram analisar os materiais genéticos encontrados, porque os núcleos dos vírus, normalmente, estão prejudicados pelas baixas temperaturas. O trabalho, divulgado no início de janeiro, traz possibilidades metodológicas para que possam surgir novos estudos sobre organismos que ficam arquivados no centro das geleiras. A metodologia, basicamente, consegue limpar a superfície do gelo - retirando micro-organismos e vírus recentes - para acessar o interior e identificar o arquivo viral das geleiras. Os cientistas destacam que o trabalho se torna importante por permitir o acesso a essa "virosfera" arquivada nas geleiras. Vírus podem acordar após anos 'dormindo' Divulgação Para realizar a coleta do material os cientistas perfuraram 50 metros no gelo e utilizaram técnicas de microbiologia para identificar estes organismos nas amostras. Essa amostras de gelo foram analisadas em uma sala com temperatura de -5ºC. Após o contato com o material, os cientistas foram submetidos a um protocolo de descontaminação. Os dados coletados, segundo o artigo, preenchem uma lacuna de informações sobre vírus arquivados nas geleiras e possibilita entender os impactos dos vírus em seus hospedeiros microbianos quando eles estavam ativos. Graças a esses "arquivos congelados", outros estudos poderão permitir que os cientistas entendam a evolução e as interações microbianas e virais. O material também pode contribuir para o estabelecimento de mudanças climáticas passadas nesses ambientes. Coronavírus: infectologista explica o que é o vírus, sintomas e prevenção

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  • Atleta paraense relata medo do coronavírus na China e mostra ruas desertas após restrições; veja vídeo

    Jucelino Júnior tenta sair da cidade de Zhuhai, onde quatro casos já foram confirmados. A epidemia já matou 26 pessoas e tem quase 900 casos confirmados. Paraense mostra cidade na China esvaziada após restrições devido à epidemia de coronavírus "Eu 'tô' muito a fim de ir embora. O negócio aqui foi da noite para o dia, praticamente todo mundo desapareceu", relata o atleta paraense Jucelino Júnior, que vive na China desde outubro de 2019 e está em Zhuhai, cidade que registrou quatro casos confirmados do coronavírus. Em vídeo, o atleta mostra ruas desertas e os mercados desabastecidos, situação que o deixou com medo e buscando sair do país. A epidemia já matou 26 pessoas e tem quase 900 casos confirmados. Zhuhai é uma das cidades com restrições de circulação na China. Em Hubei, ao menos dez cidades estão com a medida nesta sexta-feira (24), para tentar frear o contágio do coronavírus. A restrição afeta cerca de 30 milhões de pessoas, de acordo com a rede de notícias CNN. A cidade de Wuhan, epicentro da epidemia, foi isolada e teve transporte público, trens e voos cancelados. Outras cidades afetadas pela medida são Ezhou, Huanggang, Chibi, Xiantao, Zhijiang, Qianjiang, Huangshi, Xianning e Yichang. Jucelino Junior é destaque mundial de High Diving (salto de penhascos) e está na China com uma companhia de circo aquático que faz apresentações artísticas. Ele já foi dublê do ator Thiago Martins, quando representou um praticante de saltos ornamentais. Em Zhuhai, ele trabalha em um dos maiores teatros do mundo, com capacidade para 7 mil pessoas, mas todos os shows estão suspensos. Nesta sexta (24), o país comemora o Ano Novo Chinês, mas com as cidades em quarentena as programações foram canceladas. De acordo com Jucelino, foi assustador perceber que em uma cidade tão populosa está com praticamente tudo fechado. "A falta de informação é o mais difícil. A primeira língua aqui é o chinês, depois russo, depois espanhol e só depois o inglês. É muito louco, ontem 'tava' tudo tranquilo, mas hoje está parecendo a cidade dos mortos-vivos. Já estocaram comida, os mercados 'tão' quase todos fechados. Muitas coisas já estão em falta, inclusive as máscaras de respiração. Temos que aguardar até amanhã, quando vão dar outros esclarecimentos. A ordem é não sair na rua, nada de locais públicos e usar máscaras sempre", relata. Preocupação da família Paraense fala como estão sendo os dias na China após restrições causadas pelo coronavírus Jucelino está em deslocamento para Macau, região na costa sul da China, onde não há restrição de circulação. Não é a primeira vez que o atleta passa por uma situação delicada como essa. Em 2017, ele estava na Flórida quando o furação Irma chegava aos Estados Unidos, após devastar ilhas do Caribe. "Hoje estava andando na rua e ver o que aconteceu me deu mais medo do que ter que acompanhar o tornado nos Estados Unidos da última vez", revela. A mãe de Jucelino, Rosilda Lima, está em Belém e não larga o telefone para tentar manter contato com o filho. "Logo que vi na tv essa história do vírus, fiquei muito preocupada, aí comecei a tentar falar com ele. Mas a internet dele está ruim e eu não consegui, quando ele finalmente respondeu, fiquei aliviada! Sei que ele não consegue voltar agora, mas vai ter que ficar trancado no apartamento e não ir sair por nada", conta. Initial plugin text

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  • Bayer encara primeiro julgamento coletivo nos EUA para saber se o herbicida glifosato causa câncer ou não


    Agência de notícias americana afirma que empresa pode ter que gastar cerca de US$ 10 bilhões em acordos extrajudiciais. O glifosato é um dos herbicidas mais usados no mundo Benoit Tessier/File Photo/Reuters A Bayer está prestes a enfrentar o quarto julgamento nos Estados Unidos por acusações de que seu herbicida Roundup, à base de glifosato, causa câncer. Este processo representa o primeiro julgamento coletivo na disputa judicial que envolve o agrotóxico mais vendido no mundo. Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? O julgamento ocorre em St. Louis, onde ficava a sede da Monsanto antes de a Bayer adquirir a companhia em 2018, em um negócio de US$ 63 bilhões. Três júris consecutivos consideraram a empresa responsável por casos de câncer e determinaram indenizações de milhões de dólares a cada reclamante. A Bayer está recorrendo dos veredictos. A gigante nega ter responsabilidade nos casos e lembra que desde que o glifosato começou a ser comercializado, nos anos 1970, nenhuma agência reguladora no mundo determinou que o herbicida é perigoso para a saúde. O Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, sigla em inglês), vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou em 2015 que o glifosato era "provavelmente cancerígeno". Acordos extrajudiciais O mediador indicado judicialmente para os casos, Ken Feinberg, estimou o número de pessoas com processos ligados ao Roundup em mais de 75 mil, enquanto a Bayer aponta ter recebido menos de 50 mil intimações judiciais. As ações da Bayer tiveram forte queda desde o primeiro veredicto, de agosto de 2018. Mas os papéis subiram nesta sexta-feira (24), após reportagem da Bloomberg segundo a qual a companhia poderia chegar a um acordo extrajudicial com parte das pessoas que moveram ações, o que levaria a um pagamento total de cerca de US$ 10 bilhões. Operadores afirmam que o mercado aprova a ideia de que a empresa feche um acordo sobre os processos, embora alguns alertem que a perspectiva de um acerto abrangente é incerta. Analistas estimaram que o valor de um acordo dessa natureza poderia ficar entre US$ 8 bilhões e US$ 12 bilhões. Initial plugin text

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  • Aeroportos brasileiros passam a ter aviso sonoro sobre o coronavírus


    Relatos do coronavírus foram identificados em ao menos onze países, além da China: França, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura, Nepal, Arábia Saudita. Especialistas explicam as características do novo coronavírus Os aeroportos da Infraero começaram a veicular nesta sexta-feira (24) um aviso sonoro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o coronavírus, que já causou 26 mortes na China. O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o novo vírus Novo coronavírus pode ter vindo de cobras vendidas em mercado chinês "Se você tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar, dentro de um período de até 14 dias, após viagem para a cidade de Wuhan, na China, você deve procurar uma unidade de saúde mais próxima e informar a respeito da sua viagem", diz o aviso. O alerta indica ainda que os passageiros lavem as mãos frequentemente com água e sabão. E caso não tenham, usem álcool em gel. "Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar. Descarte o lenço no lixo e lave as mãos. Evite aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados. Não compartilhe objetos de uso pessoal como talheres, pratos, copos ou garrafas. Procure o serviço de saúde mais próximo", completa o alerta. Na lista de aeroportos com o comunicado sonoro estão o de São Paulo (Guarulhos e Congonhas) Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão), Curitiba, Brasília, Campina Grande, Recife, Porto Alegre, Fortaleza, Vitória, Londrina, Belo Horizonte, Manaus, Belém, Florianópolis, Campo Grande, e Foz do Iguaçu. A relação completa está aqui. Relatos do coronavírus foram identificados em ao menos onze países, além da China: França, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura, Nepal, Arábia Saudita. No Brasil, o Ministério da Saúde descartou cinco casos suspeitos. Segundo a pasta, os casos "não se enquadram na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS)". Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Aparecido Gonçalves/Arte G1 Initial plugin text

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