Ciência e Saúde

31/Jul/2021 23:00h
Brasil tem 925 mortes por Covid-19 em 24 horas; média móvel está abaixo de 1 mil pela primeira vez d...
31/Jul/2021 21:25h
O que é o nervo vago e como ele pode ajudar a reduzir o estresse
31/Jul/2021 18:52h
Por que as noites estão esquentando mais rapidamente do que os dias
31/Jul/2021 18:27h
OMS, Organização Mundial do Comércio, FMI e Banco Mundial pedem que países pobres sejam prioridade n...
31/Jul/2021 18:02h
Será o skate a nova paixão nacional? G1 Explica
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Ciência e Saúde - G1

  • Brasil tem 925 mortes por Covid-19 em 24 horas; média móvel está abaixo de 1 mil pela primeira vez desde 20 de janeiro


    País contabiliza 556.437 óbitos e 19.914.578 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Média móvel de mortes está em 991. Média diária de mortes pela Covid fica abaixo de mil pela primeira vez em seis meses Pela primeira vez desde 20 de janeiro, a média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil está abaixo do patamar de 1 mil. Nas últimas 24 horas, o país registrou 925 óbitos, o que levou a média móvel para 991 neste sábado (31). Ao todo, desde o início da pandemia, 556.437 brasileiros já perderam a vida para a doença. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação da média móvel de mortes foi de -20% e aponta tendência de queda. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste sábado. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Domingo (25): 1.105 Segunda (26): 1.101 Terça (27): 1.086 Quarta (28): 1.083 Quinta (29): 1.070 Sexta (30): 1.013 Sábado (31): 991 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com a média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas um estado apresenta tendência de alta nas mortes: RJ O estado de Rondônia não atualizou o número de casos e mortes neste sábado. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.914.578 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 35.541 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 35.382 diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -14% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica estabilidade. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 31 de julho Total de mortes: 556.437 Registro de mortes em 24 horas: 925 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 991 por dia (variação em 14 dias: -20%) Total de casos confirmados: 19.914.578 Registro de casos confirmados em 24 horas: 35.541 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 35.382 por dia (variação em 14 dias: -14%) Estados Em alta (1 estado): RJ Em estabilidade (10 estados): ES, MG, GO, MT, AM, AP, RR, CE, PE e PI Em queda (14 estados e o DF): PR, RS, SC, SP, DF, MS, AC, PA, TO, AL, BA, MA, PB, RN e SE Não atualizou (1 estado): RO Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h deste sábado apontam que 19,55% da população está totalmente imunizada contra a Covid-19. No total, 41.403.032 pessoas já receberam a segunda dose da vacina ou o imunizante em dose única. No total, a primeira dose foi aplicada em 100.677.686 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal, o equivalente a 47,54% da população. Veja a situação nos estados Estados com altas nas mortes Arte G1 Estados com estabilidade Arte G1 Estados com queda Arte G1 Sul PR: -23% RS: -31% SC: -18% Sudeste ES: +13% MG: -10% RJ: +18% SP: -33% Centro-Oeste DF: -28% GO: +1% MS: -19% MT: -2% Norte AC: -73% AM: -4% AP: +14% PA: -22% RO: Não atualizou neste sábado RR: +8 TO: -32% Nordeste AL: -23% BA: -38% CE: -8% MA: -25% PB: -27% PE: -14% PI: -9% RN: -54% SE: -61% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1

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  • O que é o nervo vago e como ele pode ajudar a reduzir o estresse


    Essa estrutura faz a comunicação entre cérebro e órgãos vitais e é fundamental para o funcionamento do corpo. Saber como estimulá-lo poderá nos ajudar a ter uma vida mais saudável. O nervo vago percorre grande parte de nosso corpo e está diretamente relacionado às emoções Getty Images via BBC "Nosso corpo é uma pilha de nervos." Certamente você já ouviu a frase acima (e pode até ter se identificado com ela num dia mais estressante). E essa afirmação faz sentido até do ponto vista literal: afinal, os nervos são estruturas periféricas do sistema nervoso que fazem a comunicação entre o corpo e o cérebro. Eles também permitem a gente se movimentar e ter sensações como dor, calor ou cócegas. E, entre os muitos nervos que se espalham da cabeça aos pés, um deles certamente ganha destaque: o nervo vago percorre grande parte de nosso corpo e está diretamente relacionado às emoções. LEIA TAMBÉM: Entenda a síncope e a síndrome vasovagal Por que você deve parar tudo e respirar fundo agora Dá para 'reverter' cabelos brancos por estresse, aponta estudo Entenda como o estresse prejudica o coração As moléculas de estresse e o sofrimento do 'coração partido' O que é o nervo vago? Seu nome vem do latim nervus vagus. "Em sua origem, vagus significa vagar e realmente descreve a forma como o nervo e suas ramificações vagueiam pelo corpo", detalhou a psicóloga Kimberley Wilson durante o programa Made of Stronger Stuff, transmitido na BBC Radio 4, no Reino Unido. Essa estrutura é dividida em duas: uma parte está no lado direito do corpo e interage com fígado e pâncreas. Do lado esquerdo, a outra ramificação chega a coração, baço, estômago... Ela ainda passa, de ambos os lados, por pulmões, rins e os intestinos delgado e grosso. Esse nervo nasce no tronco cerebral, uma região que está localizada mais ou menos atrás das orelhas. A partir dali, desce por cada lado do pescoço, atravessa o tórax e chega até o abdômen. Ou seja: ele conecta o tronco cerebral a quase todos os órgãos essenciais. A título de comparação, é como se ele fosse uma grande rodovia ou um um cabo transatlântico com milhares e milhares de fibras de telefone e internet. "Cerca de 80% desses cabos são sensores, o que significa que o nervo vago relata ao cérebro o que está acontecendo em todos os órgãos", diz o neurocirurgião Kevin Tracey, presidente do Instituto Feinstein de Pesquisa Médica, nos Estados Unidos, e um dos principais estudiosos desse campo da medicina. O nervo vago faz parte do sistema nervoso parassimpático, que controla funções automáticas do organismo como a respiração Getty Images via BBC Em termos científicos, o nervo vago é um dos principais componentes do sistema nervoso parassimpático, que controla as ações involuntárias do corpo. "Nós temos o sistema nervoso simpático, que nos deixa preparados para a ação, e o sistema nervoso parassimpático, que funciona como um interruptor de desligamento desse primeiro mecanismo voluntário", explicou Wilson. "Assim, o sistema nervoso parassimpático ajuda a alternar os estados de descanso, relaxamento, recuperação, regulação da frequência cardíaca e respiração. São basicamente todas as coisas que garantem a nossa sobrevivência", listou. Portanto, se o nervo vago é essa via de comunicação que transmite sinais do corpo para o cérebro, isso pode ter um impacto direto na mente, nos pensamentos e talvez até em nos sentimentos, apontam os especialistas. Especula-se, por exemplo, qual seria o papel dele no aparecimento de quadros de estresse, ansiedade e depressão. Você é o que você come A ciência já sabe há séculos que uma dieta balanceada é um dos primeiros passos para ter uma boa saúde. Mas como essa alimentação boa e variada se traduz no funcionamento do nosso corpo? E o que o nervo vago tem a ver com isso? Para entender esse processo, é preciso antes saber o que é o microbioma. O microbioma é um conjunto de micro-organismos que habita várias partes do corpo, como os intestinos Getty Images via BBC Em resumo, trata-se de um conjunto de micro-organismos (como bactérias e fungos) que vivem em várias partes do corpo, principalmente nos intestinos. Esses seres microscópicos são responsáveis por defender o organismo de patógenos invasores, que podem ganhar terreno e provocar doenças. Eles também nos ajudam a fazer a digestão e extrair certas substâncias dos alimentos, que fazem bem para o cérebro. Mas para que essas tais substâncias cheguem até a cabeça, elas precisam percorrer um longo caminho. E é justamente aqui que o nervo vago entra na história. "Existem muitas vias de comunicação entre o intestino e o cérebro, mas talvez a mais estudada e pela qual temos muito interesse é o nervo vago", explica o neurocientista John Cryan, da Universidade College Cork, na Irlanda. "Gosto sempre de lembrar às pessoas que o que acontece no nervo vago pode afetar até nossas emoções", completa o especialista. E há outro aspecto interessante aqui: o microbioma pode ser modificado por meio da dieta. Cryan lista uma série de alimentos que contribuem para um conjunto de micro-organismos mais saudáveis. É o caso, por exemplo, de iogurtes naturais, kefir e kombucha. Eles trazem bactérias benéficas, que podem recolonizar e balancear os intestinos. Já frutas, legumes e verduras são ricas em fibras, que servem de alimento para os seres microscópicos que habitam o corpo, especialmente o tubo digestivo. "O componente fibroso dos vegetais supre o microbioma e isso permite a síntese de produtos químicos. Isso, por sua vez, estimula o nervo vago a ativar algumas partes do cérebro relacionadas aos sentimentos", explicou o médico Xand van Tulleken à BBC Radio 4. O avanço do conhecimento nesta área durante os últimos anos aumentou o interesse pelos probióticos e prebióticos, que são substâncias presentes em alimentos ou suplementos que tem esse potencial de equilibrar o microbioma dos intestinos por meio de vários mecanismos. O iogurte natural é um exemplo de alimento que traz bactérias boas, que ajudam a regular o microbioma Getty Images via BBC Mas a fronteira científica vai além: será que, ao mexer com os micro-organismos que habitam o interior do tubo digestivo, não podemos também estimular o cérebro atráves do nervo vago e controlar emoções negativas ou o estresse? Contudo, vale fazer a ressalva: por mais que essa seja uma área interessante e recheada de novidades, ainda há muitas perguntas sem respostas. Também precisamos ainda de muito estudo para entender todos os mecanismos que ligam uma coisa à outra e as maneiras que podemos intervir nesse processo. Como estimular o nervo vago Existem tratamentos médicos que manipulam o nervo vago por razões terapêuticas. Em casos específicos, os especialistas usam um aparelho parecido a um marca-passo, que dá pequenos choques elétricos. Atualmente, esse tipo de dispositivo tem um uso limitado, especialmente para quadros de depressão e epilepsia que não respondem a nenhum outro tratamento. "O aparelho envia um estímulo elétrico suave e regular ao longo do nervo vago. De alguma forma, isso acalma a atividade cerebral irregular que leva às convulsões [típicas da epilepsia]. Portanto, pode ser que essa ativação faça com que o cérebro libere neurotransmissores que reduzem a atividade convulsiva ", detalhou van Tulleken. Mas a eficácia desta alternativa ainda varia muito dependendo do paciente. A instalação de marca-passos no nervo vago pode estimular a produção de neurotransmissores no cérebro capazes de regular as emoções Getty Images via BBC Também existem pesquisas sobre a estimulação do nervo vago que podem ser aplicadas a tratamentos para doenças que causam inflamação, como a artrite reumatóide, que afeta as articulações. "Se você entender que o nervo vago tem a capacidade de funcionar como um freio e parar a inflamação, existe a possibilidade de cortar essa estrutura ou instalar dispositivos que possam controlar um mau funcionamento ali", avalia Tracey. Mas, enquanto a medicina avança e descobre novos recursos terapêuticos, será que existe uma maneira um pouco mais fácil de estimular o nervo vago? Algumas das sugestões para mexer com essa parte do sistema nervoso incluem cantar e repetir mantras. Um estudo de 2013 com participantes de um coral mostrou que atividades musicais ajudam, por exemplo, a manter o compasso dos batimentos cardíacos. E essa regulação acontece graças ao nervo vago. Atividades como a ioga têm o potencial de estimular o nervo vago Getty Images via BBC "Atividades como cantar ou recitar uma música fazem a garganta vibrar e levam a uma respiração mais profunda, que estimula esse nervo", acrescenta Wilson, que também cita a ioga como uma opção de atividade que mexe com essa e outras estruturas do sistema nervoso. No meio de tantas novidades, é curioso pensar como coisas básicas, caso de comer e cantar, e outras tão modernas e avançadas, como cirurgias e marca-passos, podem atuar num nervo tão importante ? e, quem sabe, até facilitar a comunicação do cérebro pelo bem da saúde do corpo (e da mente). VÍDEOS: Viva Você, saúde e bem-estar

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  • Por que as noites estão esquentando mais rapidamente do que os dias


    As temperaturas mínimas, que costumam ser registradas quando não há sol, também estão subindo ? e podem ter relação com eventos climáticos extremos, como a onda de calor na América do Norte. O monitoramento das temperaturas não só durante o dia, mas também à noite, deverá ser crucial para entender as mudanças climáticas AFP Quando se fala do aquecimento global, é comum a menção ao aumento das temperaturas máximas, que costumam ocorrer durante o dia. Mas o impacto das ações humanas no clima do planeta tem se mostrado também no aumento das temperaturas mínimas, que costumam ser registradas nos horários em que não há sol. Ou seja, as noites em geral estão mais quentes. Na realidade, especialistas têm observado que as temperaturas noturnas estão subindo mais do que as diurnas, o que alguns cientistas chamam de "assimetria de aquecimento". Este padrão cada vez mais comum pode ter relação com eventos climáticos extremos, como a onda de calor que está afetando parte dos Estados Unidos e do Canadá ? um acontecimento "único em 1.000 anos" e "virtualmente impossível" de não ser influenciado pelas ações humanas, segundo a rede de pesquisa World Weather Attribution. As alterações nas temperaturas mínimas, e não só as máximas, pode ser um detalhe crucial para entender as mudanças climáticas. LEIA TAMBÉM: Por que 2021 pode ser crucial na luta contra o aquecimento global Os sinais que unem frio no Brasil a enchentes e calor pelo mundo VÍDEO: Entenda a onda de frio intenso que atinge o Brasil Máximas e mínimas O mês passado foi, desde que há registros, o junho mais quente nos Estados Unidos e Canadá, com centenas de pessoas mortas e afetadas pelo calor extremo. Ele se intensificou entre o final de junho e o início de julho e formou uma espécie de cúpula de calor, elevando as temperaturas nos dois países como nunca antes. Na Colúmbia Britânica, no Canadá, foi registrado uma máxima histórica de 49,6ºC, mais de quatro pontos acima do recorde nacional de 45ºC. Em Portland, Oregon ? um Estado conhecido por seu clima chuvoso ?, também houve máximas recordes por três dias consecutivos: 46,1ºC, 44,4ºC e 42ºC. Os incêndios florestais nesse Estado queimaram quase 150 mil hectares, exigindo que milhares de pessoas deixassem suas casas. Mas embora as temperaturas máximas tenham capturado a atenção dos especialistas, na faixa das temperaturas mínimas também ocorreram alterações. Onda de calor nos EUA e Canadá é evento 'único em 1000' anos, segundo a rede World Weather Attribution Reuters De acordo com dados do órgão americano National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), apenas na última semana de junho, os recordes de temperatura máxima foram quebrados 1.328 vezes nos Estados Unidos. Este valor se refere às medições diárias registradas por cada uma das estações espalhadas pelo país. Por outro lado, nas temperaturas mínimas, os recordes foram quebrados 1.602 vezes. "Há uma tendência global em que as temperaturas noturnas estão aumentando mais rapidamente do que as temperaturas diurnas", diz um grupo de cientistas do Instituto de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Foi algo sobre o que o relatório Climate Science Special Report também alertou em 2018 ao afirmar que as temperaturas mínimas médias estavam aumentando "a uma taxa ligeiramente superior às temperaturas máximas médias", um padrão que vinha sendo observado em diferentes partes do planeta. Na verdade, temperaturas mínimas excepcionalmente mais altas estão se tornando cada vez mais comuns nos Estados Unidos, de acordo com dados do NOAA. Por que as temperaturas sobem à noite? Daniel Cox, do Instituto de Sustentabilidade e Meio Ambiente, explica por que as temperaturas noturnas mudam em um ritmo diferente das temperaturas diurnas. Ele e uma equipe de cientistas analisaram as temperaturas máximas e mínimas por dia e hora entre 1983 e 2017, com dados fornecidos pela NOAA. "A exploração da variação das temperaturas tem se concentrado principalmente nas médias diárias, mensais ou anuais. Surpreendentemente, pouca atenção tem sido dada à variação ao longo do ciclo diário", diz o estudo, publicado na revista Global Change Biology. Os pesquisadores descobriram que 54% da superfície da Terra experimentou alguma assimetria de aquecimento superior a 0,25°C entre o dia e a noite. "Os aumentos do dióxido de carbônico atmosférico e de outros gases de efeito estufa estão elevando as temperaturas máximas e mínimas com maior tendência à noite. Mas as formas com que essas mudanças ocorrem variam dependendo do local e do horário." Os cientistas também descobriram que um aumento maior nas temperaturas noturnas estava relacionado à umidade e à geração de nuvens. "Observamos que, nas regiões onde havia aumento de nuvens, a temperatura noturna subia mais rápido do que a diurna. Já o aumento da temperatura diurna estava mas presente em regiões mais secas", explica Cox. Isso acontece porque as nuvens agem como "um cobertor", empurrando o calor para baixo e fixando-o à superfície da Terra. Já nas áreas sem nuvens, o clima fica mais seco e quente durante os dias, mas a temperatura diminui à medida que o calor se dissipa. Para Cox, ondas de calor tão extremas como as vistas na América do Norte são eventos muito específicos que precisam ser estudados com mais detalhes ? como parâmetro, ele e sua equipe analisaram dados correspondentes a 35 anos. "Conforme os níveis de gases do efeito estufa aumentam na atmosfera, eventos extremos se tornam cada vez mais comuns. Mas as temperaturas não aumentam de forma linear." Temperaturas mais altas à noite podem ter implicações diretas no meio ambiente, como na fotossíntese das plantas, e claro, podem igualmente afetar as pessoas: se a Terra não consegue esfriar de forma suficiente, nosso corpo tampouco, especialmente em meio a picos de calor. Isso pode levar a tonturas, náuseas, desmaios e suor; e em casos mais graves, à insolação. Entendendo as mudanças climáticas Enchentes na Alemanha e na Bélgica são pistas de que mudanças climáticas estão se fazendo sentir mais cedo do que o esperado EPA O planeta ficou cerca de 1,2ºC mais quente após o início da era industrial. Desde que há registros, 2016 foi o ano mais quente da história, seguido de 2020. Se as projeções de aquecimento continuarem, o planeta poderá chegar ao patamar de 1,5ºC de aquecimento entre 2030 e 2052, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Há décadas, cientistas têm tentado prever como as mudanças climáticas podem afetar o planeta na prática. Mas eventos tão extremos como a cúpula de calor na América do Norte e enchentes inesperadas na Alemanha e na Bélgica estão levando os especialistas a acreditar que as projeções estão aquém e que as consequências das mudanças climáticas estão se fazendo sentir mais cedo do que o esperado. No entanto, se há soluções, Cox acredita que o monitoramento das variações de temperatura de hora em hora pode ajudar nelas. "Ao considerar o ciclo diário, podemos avaliar com mais precisão a mudança climática e a ameaça que ela representa", diz o cientista. Veja mais, no vídeo abaixo, sobre a onda de frio no Brasil: VÍDEOS: efeitos do aquecimento global no Brasil

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  • OMS, Organização Mundial do Comércio, FMI e Banco Mundial pedem que países pobres sejam prioridade na vacinação

    Documento é endereçado às nações ricas e a fabricantes de imunizantes contra a Covid. Banco Mundial diz que países de alta renda aplicaram 98,2 doses a cada 100 habitantes; já nos de baixa renda, número é de 1,6 dose a cada 100 pessoas. Quatro das organizações mais importantes do mundo nas áreas de saúde, economia e comércio divulgaram neste sábado (31) um pedido conjunto endereçado aos produtores de vacinas contra a Covid-19: é preciso priorizar a entrega de doses aos países pobres. No comunicado, os líderes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial defenderam que os países com programas de vacinação mais avançados liberem suas doses para nações mais carentes. "Reiteramos a urgência de fornecer acesso às vacinas contra a Covid-19, aos testes e aos tratamentos para os países em desenvolvimento", afirmaram. " Em relação às vacinas, uma limitação principal é a aguda e alarmante escassez na oferta de doses a países de baixa e média-baixa renda, especialmente no que resta de 2021." LEIA TAMBÉM: Vacinação reforça abismo entre países ricos e pobres Em junho, G7 anunciou que queria distribuir 1 bilhão de doses Desigualdade ajuda variantes a vencerem 'corrida contra vacinas' VÍDEO: em junho Unicef pediu ao G7 para doar vacinas: UNICEF divulga carta aberta com apelo para que países mais ricos doem vacinas aos mais pobres Detalhes do pedido da OMS, OMC, FMI e Banco Mundial O documento divulgado neste sábado continua: "Pedimos aos países com programas de vacinação avançados que liberem o quanto antes o máximo de suas doses contratadas que puderem ao Covax, à AVAT [o Fundo Africano de Aquisição de Vacinas] e aos países de renda baixa e média-baixa". O Covax é um mecanismo liderado pela OMS para entregar vacinas aos países menos desenvolvidos. Os líderes dessas organizações denunciaram que os contratos de entrega de vacinas às nações pobres estavam sofrendo atrasos e que menos de 5% das doses adquiridas foram entregues. "Pedimos aos fabricantes de vacinas anticovid que redobrem seus esforços para dimensionar a produção de vacinas especificamente para esses países e que garantam que o abastecimento de doses para o Covax e países com rendas baixa e média-baixa tenham prioridade na entrega de doses de reforço." Também pediram aos governos que reduzam ou eliminem as barreiras à exportação de vacinas e materiais exigidos para sua produção. As quatro agências internacionais criaram uma unidade conjunta para identificar e resolver os problemas de produção de vacinas Covid-19 para países em desenvolvimento. A equipe teve sua primeira reunião em 30 de junho. Até agora, mais de 4 bilhões de doses de vacinas anticovid foram aplicadas no mundo, segundo uma contagem da agência de notícias AFP. Nos países de alta renda, segundo a classificação do Banco Mundial, foram aplicadas 98,2 doses a cada 100 habitantes. Por outro lado, nos 29 países com menor renda, foi aplicada apenas 1,6 dose a cada 100 pessoas. VÍDEOS: perguntas e respostas sobre vacina

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  • Será o skate a nova paixão nacional? G1 Explica


    Esporte já rendeu 2 medalhas para o Brasil na Olimpíada. Vídeo do G1 no YouTube explica como ele superou o preconceito e a marginalização para criar ídolos e fazer o país vibrar em Tóquio. Quem se empolgou com a prata de Rayssa Leal, a Fadinha, nos Jogos de Tóquio pode nem saber, mas o skate já foi proibido na maior cidade do Brasil. Na estreia em Olimpíadas, o esporte já rendeu duas medalhas para o Brasil. Será ele a nova paixão nacional? No vídeo abaixo, o G1 explica como o skate chegou ao Brasil nos anos 1960, se tornou alvo de preconceito e conseguiu superar a marginalização para criar ídolos (no esporte e da música) e fazer o país vibrar no Japão. Veja TODOS os vídeos do G1 Explica Siga o canal oficial do G1 no YouTube Como se inscrever Para seguir o G1 no YouTube é simples, basta clicar neste link. Ou você ainda pode acessar o canal do G1 no YouTube. Fazer o login e clicar no botão inscrever-se que fica no topo da página no lado direito. G1 Explica - skate G1

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